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Inteligência Interpessoal para ensinar

abril 17th, 2019 by

Capacidade de entender e reagir corretamente em face de desejos, humores, temperamentos, ideias, valores, interesses e motivações de outras pessoas.

Pode-se dizer que pessoa inteligente é aquela que possui a qualidade ou a capacidade de aprender, compreender, perceber, saber, entender ou interpretar facilmente; que prima pelo acordo, pela harmonia, pelo entendimento recíproco e possui, ainda, a habilidade ou a capacidade de resolver situações problemáticas.

A palavra “inter” pressupõe posição intermediária, ou seja, entre. Em outras palavras, reciprocidade e interação. “Pessoal” refere-se a uma só pessoa, ao individual, ao particular. Podemos dizer então que, quando se fala de relações interpessoais, estamos nos referindo à interação entre duas pessoas; não podendo perder de vista a individualidade dessa relação. Desta forma, a Inteligência Interpessoal pode ser considerada como a habilidade, que, no processo interativo com as pessoas, possibilita compreendê-las, tentar interpretar seus comportamentos, deixando de lado conceitos antecipados.

CONTEÚDO IDEAL PARA CLIENTES DO TIPO


Lobo alto, com comportamento focado em fazer certo segundo regras estritas, tendendo a se mostrar inflexível e pouco acolhedor das contribuições dos outros, o que pode causar impacto na percepção de necessidade de mudança nas suas relações.

Tubarão Alto, voltado para resultados objetivos, pode adotar uma conduta individualista e competitiva, sem considerar o significado dos ganhos aos demais.

Águia alto pode sugerir um comportamento mais distraído em relação às necessidades alheias e o excesso de casualidade pode comprometer a relação com pessoas mais formais.

CONSEQUÊNCIA


Relacionamento interpessoal é uma competência que garante a sobrevivência em sociedade e a evolução humana. Não desenvolvê-la pode acarretar prejuízos diversos, como o isolamento social, comportamento individualista, agressividade e violência, competitividade exagerada, intensificação de conflitos. Por outro lado, a busca e a manutenção de relações saudáveis tendem a minimizar as condições citadas mediante a plena consciência da necessidade de ajuda mútua e crescimento coletivo.

 

CONTEXTO


Estudiosos das relações interpessoais, como Almir e Zilda Del Prette, apontam que duas vertentes gerais podem ser consideradas para explicar o comportamento das pessoas, ambas orientadas pelos paradigmas científico-culturais em vigor: a denominada linear, associada ao paradigma newtoniano-cartesiano, também chamado clássico; e a segunda, com base no paradigma holístico, batizada de sistêmica, ou ainda de complexidade.

Desta forma, o interesse pelas relações interpessoais se destaca em grandes áreas do conhecimento como filosofia, antropologia, administração, economia e, principalmente, psicologia. Na Psicologia Clínica, há uma longa tradição de estudos sobre essa temática nos mais diferentes referenciais como o comportamental, o cognitivista, as orientações psicodinâmicas, as denominadas humanistas com base em Rogers e Maslow e, recentemente, a transpessoal. Também as novas abordagens terapêuticas de inspiração holística (biossíntese, búdica e holotrópica) empenham-se na produção de novas relações entre as pessoas, na vida familiar e na sociedade.

Tendo os problemas interpessoais como eixo central (sem considerar outros processos como a ansiedade, a percepção e a cognição), a história registra dois grandes movimentos na Psicologia, não restritos exclusivamente à prática terapêutica: o Treinamento Assertivo (TA), que ganhou destaque nos Estados Unidos, e o Treinamento Habilidades Sociais (THS), iniciado na Inglaterra e mais abrangente que o primeiro. Atualmente, no entanto, observa-se um esforço mais generalizado de construção teórica, buscando-se articular essa área aos achados de pesquisa de outras como, por exemplo, os estudos da Psicologia do Desenvolvimento, especialmente para o comportamento social, a linguagem e a resiliência.

Duas novas áreas de investigação científica também se voltam para as relações interpessoais: a teoria das inteligências múltiplas que, ao propor a existência de várias inteligências, apresenta duas que se relacionam mais diretamente com o campo teórico-prático do THS – inteligência interpessoal e inteligência intrapessoal; e a teoria da inteligência emocional, popularizada pelo livro Inteligência Emocional, de Daniel Goleman, onde o autor resenha os vários conceitos e teorias nessa temática e resume as principais investigações sobre o desenvolvimento emocional, também contribui para aumentar o interesse e a compreensão sobre as relações interpessoais, principalmente por colocar em destaque as questões inerentes ao sentimento e à emoção em suas ligações com a cognição e o comportamento.

Assim como Daniel Goleman se dedicou a estudar sobre aquilo que hoje conhecemos como a arte de educar, compreender e expressar adequadamente as próprias emoções, Karl Albrech se debruçou no estudo da conduta social das pessoas. Ele distinguiu dois tipos de condutas baseadas nas respostas de comportamentos adquiridos e as classificou como comportamentos tóxicos e comportamentos nutritivos, sendo tóxicas todas aquelas atitudes que fazem com que outras pessoas se sintam desvalorizadas, diminuídas, intimidadas e até mesmo culpadas. Já os comportamentos nutritivos são os que permitem que outras pessoas se sintam valorizadas, capazes e respeitadas no ambiente social em que vivem.

Relacionamento implica em conviver, dividir, interagir, colaborar, compartilhar espaços, situações, opiniões, tarefas, responder adequadamente aos desejos, motivações, temperamentos e humores dos que nos cercam. Enfim, relacionar-se é viver em comunidade e estas atitudes fazem parte do que fundamenta a inteligência interpessoal, ou inteligência social, como tem sido nomeada atualmente.

A inteligência social permite ampliar a capacidade de entender as pessoas e, consequentemente, melhorar a forma de se relacionar com elas, podendo criar um clima positivo e de cooperação em qualquer contexto da nossa vida. Se soubermos compreender nossas próprias emoções e as dos outros, saberemos reagir a situações de forma mais adequada e produtiva.

A inteligência social e emocional são interdependentes. Para desenvolver as habilidades sociais é necessário ter uma boa inteligência emocional. Para interagir positivamente com o social é preciso ser forte internamente, ter confiança em si mesmo, ser motivado, conhecer e lidar com as próprias emoções de forma equilibrada. Resumidamente, a inteligência emocional é saber viver consigo mesmo, já a inteligência social é saber conviver com o outro.

Numa situação de liderança, por exemplo, é necessário que o líder desenvolva a sua empatia, reconheça as emoções dos outros, tenha em atenção como estes veem as coisas, como se sentem, e use todas estas informações nas suas interações de forma a ser mais eficaz. Goleman refere que, para resolver problemas que surjam na empresa, o líder deve primeiro ouvir e integrar aspetos do que lhe foi referido na sua visão e na tomada de decisão. Quando as pessoas estão aborrecidas deixam de conseguir processar a informação e pensar criativamente, tornando-se disfuncionais. Já se estiverem apaixonadas pelo que fazem e dominadas pelas emoções da motivação o resultado traduzir-se-á diretamente na empresa e nos negócios.

Quanto maior a capacidade de identificar os nossos sentimentos e dos outros, de nos motivar e gerir bem nossas emoções e relacionamentos, maior o coeficiente de inteligência emocional. A inteligência social, por sua vez, está atenta à forma como o indivíduo ocupa seu espaço nos ambientes coletivos. Trata-se de uma verdadeira ginástica psicológica para exercitar habilidades de convivência. Pelos preceitos da psicologia positiva, quando se treina constantemente determinadas habilidades, é possível ajeitar “defeitos” de fabricação e construir relacionamentos saudáveis. Segundo especialistas que se debruçaram sobre o tema, são seis as habilidades que devem ser trabalhadas: comunicação verbal, não verbal, assertividade, autoapresentação, feedback e empatia.

As pessoas socialmente competentes são as que contribuem na maximização de ganhos e na minimização de perdas para si e para aquelas com quem interagem. Assim, os encontros sociais se dão em determinados contextos e situações específicos e são regidos por normas da cultura mais ampla ou da subcultura. Portanto, além da dimensão pessoal (conhecimentos, sentimentos, crenças), o uso competente das habilidades sociais depende também da dimensão situacional (contexto onde ocorrem os encontros, status do interlocutor, presença/ausência de outras pessoas etc.) e da cultura (valores e normas do grupo).

Considerando essas dimensões, o desempenho socialmente competente é aquele que expressa uma leitura adequada do ambiente social, ou seja, decodifica corretamente os desempenhos esperados, valorizados e efetivos para o indivíduo em sua relação com os demais. Em termos de efetividade, é possível atribuir competência social aos desempenhos interpessoais que atendem aos seguintes critérios:

Consecução dos objetivos da interação: são variados e embora seja um importante indicador, este não é um critério a ser considerado isoladamente. Uma pessoa pode, devido a outros fatores, não atingir os objetivos pretendidos na relação e, ainda assim, ser considerada competente sob os demais critérios;

– Manutenção ou melhora da autoestima: relaciona-se com pensamentos e sentimentos elaborados pelo indivíduo a partir de seus comportamentos e das consequências deste no ambiente. Atingir objetivos gera satisfação e autoavaliação positiva, mas quando isso ocorre às custas de humilhação, autodepreciação, falsas promessas, intimidação etc. pode, devido à incoerência entre pensamentos e ações, reverter em prejuízos para a autoestima;

– Manutenção ou melhoria da qualidade da relação: indicador que está relacionado ao compromisso com a relação. Duas pessoas, coerentes no pensar, sentir e agir, tendem a pautar-se pela honestidade nas relações, garantindo confiança mútua e troca de estimulação positiva;

– Equilíbrio de ganhos e perdas entre os parceiros da interação: há muitos componentes subjetivos associados à percepção de ganhos e perdas entre os parceiros, tornando este o indicado mais difícil de se avaliar. Verifica-se o equilíbrio quando todos obtêm o máximo de ganhos e o mínimo de perdas, em período de tempo mais ou menos semelhante, produzindo uma circularidade positivamente reforçadora, com grande probabilidade de automanutenção da relação;

– Respeito e ampliação dos direitos humanos básicos: direito de expressar nossas opiniões corresponde ao dever de respeitar a opinião dos demais; direito de pedir o que se quer implica o dever de respeitar o direito de recusa do outro, são exemplos de que os direitos são válidos para todos e cada direito corresponde a um dever.

Conforme o pesquisador inglês Peter Trower, os indivíduos desenvolvem um esquema interpessoal, que desempenha um papel importante na produção do comportamento social. Trata-se de uma estrutura geral de conhecimentos, baseada nas interações prévias, que contém informações relevantes para a manutenção das relações interpessoais. Assim, ao se deparar com o outro, o indivíduo é capaz de percebê-lo como algo ameaçador ou como fonte de satisfação, reagindo de acordo com essa percepção. Cada pessoa tem como objetivo causar uma impressão satisfatória de si mesma na relação com o outro, razoavelmente semelhante à que ela própria possui. Quando tem dúvida se causou ou não boa impressão, ou constata que isso não ocorreu, ela pode, então, desenvolver a ansiedade social. Quanto mais ameaçadora for percebida a vida em grupo ou em sociedade, mais o indivíduo poderá recorrer às suas competências primitivas (de ataque: agressão, comportamento antissocial, ansiedade; e de defesa: fuga, isolamento, apatia). Aqueles que evitam contatos sociais, isolando-se, são mais propensos aos problemas psiquiátricos como dependência psicoativa, alcoolismo, depressão episódica e sentem-se infelizes e não realizados. A ausência prolongada de relações satisfatórias está associada, também, às doenças físicas, estresse crônico e tendência ao suicídio.

As mudanças que ocorreram e ocorrem no mundo, orientadas pelo novo liberalismo, não foram capazes por si mesmas de vivificar valores como a cooperação, solidariedade, preservação ecológica e pacifismo. Ao contrário, vêm firmando noções e valores individualistas, calcados no ter e na maximização do lucro, em detrimento do ser e da distribuição das riquezas materiais e culturais. Apesar disso, segundo os autores, observa-se uma contrarreação a esse estado. Intelectuais, pesquisadores, professores, pais, têm estabelecido movimentos sociais que encorajem as exigências de um novo tempo, que parecem conduzir a ensaios de novos padrões de relacionamento guiados pelo ideal de promover uma sociedade mais humanizada. Um novo padrão de relações entre as pessoas é o que deve ser estendido entre grupos e entre coletividades amplas já que grande parte da nossa vida ocorre nas interações com outros indivíduos. Idealiza-se um novo homem para um novo século, que deve ser construído com base em relações mais saudáveis.

 

CURIOSIDADES


A independência da tutela britânica, consolidada na Índia em 1947, deu-se graças à ação incansável de Gandhi, que substituiu a estratégia da luta armada pela resistência da ação de não violência. Gandhi obteve liderança interna e projeção internacional sem precedentes, através de um modo bastante simples de relacionamento, a não violência (satyagraha). No plano interno, Mahatma (grande alma) mantinha contato amistoso com todos os estratos da complexa sociedade indiana, incluindo os intocáveis (grau inferior da divisão de castas do hinduísmo). Com os demais países, nunca se furtou ao diálogo mesmo com os colonizadores ingleses.

Fonte: Psicologia das Relações Interpessoais: vivências para o trabalho em grupo.

O gene da gentileza existe. E, segundo estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, que fez a descoberta, a chance de se nascer com ele é uma em três. Os felizardos portadores do genótipo GG, como é chamado, são aqueles simpáticos, extrovertidos, bem-relacionados e sempre dispostos a ouvir o que os outros têm a dizer. A arte de se relacionar, cada vez mais apontada como item fundamental para se alcançar e manter o sucesso na vida pessoal e profissional, virou uma espécie de obsessão dos estudiosos do comportamento humano nos últimos anos e do trabalho deles vem emergindo uma série de conclusões mostrando que o destino genético, neste caso, não é definitivo e que existem outras maneiras de adquirir aquilo que a biologia lhes negou. Uma delas é aprimorar a sua inteligência social, um novo conceito que começa a ganhar espaço em consultórios de psicologia, lares e até mesmo nas empresas e que pode ser definido como a capacidade de lidar com as outras pessoas e entender os sentimentos alheios.

Fonte: https://istoe.com.br/185664_A+ARTE+DE+SE+RELACIONAR/

FRASES


“Relacionamento não é verão o tempo inteiro, mas duas pessoas podem compartilhar um guarda-chuva e sobreviver à tempestade juntas.”

Desconhecido

“Felicidade! É inútil buscá-la em qualquer outro lugar que não seja no calor das relações humanas… Só um bom amigo pode levar-nos pela mão e nos libertar.”

Antoine de Saint-Exupéry – Terra dos Homens – 1939

“Os componentes da sociedade não são os seres humanos, mas as relações que existem entre eles.”

Arnold Toynbee

FONTES CONSULTADAS


Sites e blogs:

http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/inteligencia-social-a-nova-competencia-profissional/83119/

http://www.abrhbrasil.org.br/cms/materias/artigos/o-poder-da-inteligencia-social-na-lideranca/

http://www.portaldalideranca.pt/videos/4603-inteligencia-social-e-lideranca-segundo-daniel-goleman

http://brasilescola.uol.com.br/psicologia/inteligencia-interpessoal.htm

https://istoe.com.br/185664_A+ARTE+DE+SE+RELACIONAR/

https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/idiomas/inteligencia-interpessoal-e-intrapessoal/64599

http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/reconstrucao-do-eu-desenvolvendo-a-inteligencia-interpessoal/25387/

Livros:

DELL PRETTE, Almir; DEL PRETTE, Zilda. Psicologia das Relações Interpessoais: vivências para o trabalho em grupo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.

MOSCOVICI, Fela. Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. Rio de Janeiro: José Olympio, 2013.

 

E-BOOK


A era da inteligência social

https://palestrantesymonhill.files.wordpress.com/2013/08/a-era-da-inteligc3aancia-social_e-book.pdf

 

VÍDEOS SUGERIDOS


 

Ponto de Vista: A arte das relações Interpessoais

[https://youtu.be/0RzyX6ncExQ]

 

Como melhorar os nossos relacionamentos interpessoais?

[https://youtu.be/xPsPpcCrtfM]

 

O que está acontecendo com os nossos relacionamentos? | Mário Sérgio Cortella

[https://youtu.be/I2Fs_3l8toA]

A Autoestima e o Relacionamento Interpessoal

[https://youtu.be/jE9lW0LMoJ0]

Relacionamento Interpessoal

[https://youtu.be/TqXiXf1_Uzk]

 

Leandro Karnal: Saiba quem você é e seu limite

[https://youtu.be/ujn4FzjoOxI]

 

Zen e os relacionamento: Monja Coen at TEDx – como construir relacionamentos

[https://youtu.be/JVQxFAjf5g8]

 

5 exercícios para desenvolver a Inteligência INTERPESSOAL

[https://youtu.be/dyrQ7_IK2Q4]

 

BIBLIOGRAFIA – LIVROS SUGERIDOS PARA LER


Você pode ler e recomendar os seguintes livros para quem será treinado. Se possível, busque por resenhas que podem contribuir para uma compreensão mais imediata.

Goleman defende um novo modelo de inteligência baseado no emergente campo da neurociência social. Afirmando que a nossa interação social é capaz de moldar tanto nosso comportamento como o funcionamento do nosso organismo, o autor apresenta o conceito de Inteligência Social. Mostrando o poder da interação social na influência do humor e da química cerebral, o autor examina o quanto uma ofensa ou uma experiência social desagradável podem ser prejudiciais, e revela os efeitos positivos de substâncias neuroquímicas que são liberadas em situações que envolvem amor e cuidados. O livro apresenta uma nova perspectiva sobre nossas relações sociais, mostrando que nossas mentes estão conectadas por valores como altruísmo, compaixão, preocupação e compreensão, e desenvolvemos a inteligência social para estimular essas habilidades em nós mesmos e nos outros.

GOLEMAN, Daniel. Inteligência social: o poder das relações humanas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

Descubra como utilizar a inteligência, a autogestão e o autoconhecimento a seu favor para fazer mais negócios, aumentar sua produtividade, ter mais clientes ou simplesmente ser mais feliz. Somos seres relacionais e passamos o tempo todo trocando informações, aprendendo, influenciando e sendo influenciado pelas pessoas. Com mais de 25 anos de experiência em avaliação de potencial e desenvolvimento de pessoas, somada a muitos anos de pesquisa, entendi que a melhor chance de sermos felizes vem do modo inteligente pelo qual nos relacionamos. A inteligência relacional nos conecta ao mundo através das pessoas. É a habilidade de nos relacionarmos de forma positiva com os outros, fazendo boas escolhas e buscando conexões que tragam cooperação mútua e energia positiva. Este livro vai revolucionar seus relacionamentos, mudar sua vida e sua forma de fazer negócios para sempre.

ARTIGAS, Ana. Inteligência relacional. São Paulo: Literare Books, 2017.

 

Escrito num estilo apurado, harmonioso e, sobretudo, simples. A Arte de lidar com pessoas se propõe a unir a capacitação e o humanismo, transformando a inteligência interpessoal numa grande vantagem competitiva. São situações óbvias que, se praticadas, apresentam resultados significativos. O saber útil é transformar as informações internas encontradas aplicando-as no mundo real. A proposta do livro é ser uma espécie de caixa de ferramentas, que se pode abrir e usar em qualquer situação, basta ter iniciativa para agir e fazer com que os resultados apareçam.

ALBUQUERQUE, Jamil. A Arte de Lidar com Pessoas. São Paulo: Academia de Inteligência, 2017.

 

Não é por acaso que, mais de setenta anos depois de sua primeira edição, depois de mais de 50 milhões de exemplares vendidos, o livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas” segue sendo um livro inovador, e uma das principais referências do mundo sobre relacionamentos, seja no âmbito profissional ou pessoal. Os conselhos, métodos e as ideias de Dale Carnegie já beneficiaram milhões de pessoas, e permanecem completamente atuais. Carnegie fornece, nesse livro, técnicas e métodos, de maneira extremamente direta, para que qualquer pessoa alcance seus objetivos pessoais e profissionais.

CARNEGIE, Dale. Como fazer amigos e influenciar pessoas. São Paulo: Cia Editora Nacional, 2016.

 

Dar-se bem com as pessoas, sejam familiares, amigos ou colegas de trabalho, pode parecer mais complicado do que realmente é. Será que entrar em confronto direto vale mesmo a pena? Conquistar e influenciar pessoas é simples: basta um pouco de atenção, capacidade de observação e a atitude certa. Tudo baseado na comunicação, pois o importante é saber tratar corretamente as pessoas e como falar com elas, ouvi-las, entender seus desejos e intenções para agir com sensatez nos momentos mais delicados da convivência e dos relacionamentos. Com toda a sua experiência, Reinaldo Polito ensina, em trinta capítulos, desde como se comportar em situações difíceis, para não romper relacionamentos ou minar contatos, conquistando a confiança e a admiração das pessoas, até a ser genuinamente gentil e capaz de receber críticas, contendo as reclamações e valendo-se do marketing pessoal.

POLITO, Reinaldo. Conquistar e influenciar para se dar bem com as pessoas. São Paulo: Saraiva, 2017.

 

FILMES


Você pode assistir, recomendar e debater com quem irá treinar os seguintes filmes. Liste os pontos/cenas que chamaram sua atenção e apresente o seu ponto de vista. Geralmente os insights podem surgir da discussão de pontos de vistas diferentes em relação a uma mesma cena.

Toy Story – John Lasseter (1995)

Esse filme de animação, muito conhecido entre as crianças, traz a história dos brinquedos de um menino de 8 anos. O propósito desse filme é mostrar que vencer ou conquistar a confiança de alguém pela força ou pela desqualificação não traz os resultados esperados. A lição que fica é a prática da empatia, da aceitação da condição do outro e da união para que os objetivos sejam atingidos.

Woody é um boneco cowboy de bom coração que pertence a um jovem chamado Andy. Porém vê sua posição como o brinquedo favorito de Andy comprometida quando seus pais lhe compram um outro brinquedo, Buzz Lightyear, uma figura de ação. Ainda pior: Buzz é arrogante e acha que ele é um astronauta de verdade em uma missão para retornar ao seu planeta natal.

 

Invictus – Clint Eastwood (2009)

Uma história real e comovente, que deixa importantes lições. Algumas características são fundamentais para quem deseja conquistar seus objetivos, entre elas: resiliência, leitura do contexto, sensibilidade social, autopercepção, atitude positiva e atenção.

Após o fim do apartheid, o recém-eleito presidente Nelson Mandela lidera uma África do Sul que continua racial e economicamente dividida. Ele acredita que pode unificar a nação através da linguagem universal do esporte. Para isso, Mandela junta forças com Francois Pienaar, capitão do time de rúgbi, promovendo a união dos sul-africanos em favor do time do país na Copa Mundial de Rúgbi de 1995.

Patch Adams: O amor é contagioso – Tom Shadyac (1998)

Patch Adams descobre que o humor e o carinho podem fazer maravilhas e ajudar a curar pessoas hospitalizadas, mas suas ideias entram em conflito com os defensores da medicina tradicional.

Em 1969, após tentar se suicidar, Hunter Adams (Robin Williams) voluntariamente se interna em um sanatório. Ao ajudar outros internos, descobre que deseja ser médico, para poder ajudar as pessoas. Deste modo, sai da instituição e entra na faculdade de medicina. Seus métodos poucos convencionais causam inicialmente espanto, mas aos poucos vai conquistando todos, com exceção do reitor, que quer arrumar um motivo para expulsá-lo, apesar dele ser o primeiro da turma.

 

Meu nome é Rádio – Michael Tollin (2003)

Em uma cidade racialmente dividida, o treinador Jones encontra um estudante deficiente mental chamado Rádio e é inspirado a fazer amizade com ele. Logo, Rádio é o fiel assistente de Jones e o diretor Daniels observa que a autoconfiança de Rádio aumentou. Porém as coisas começam a piorar quando Jones começa a ter reclamações dos fãs, que sentem que a sua devoção por Rádio está atrapalhando a sua busca por uma vitória no campeonato.

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